Revista “Devir” (Editora Licorne)

A Oficina pode, de vez em quando, estar desarrumada, porém nunca perde os cantos à casa. Sabemos muito bem a estante especial onde guardamos os cinco números da “Devir – Revista Ibero-Americana de Cultura”, essa revista de excelência dirigida por Ruy Ventura e Nuno Matos Duarte, publicada pela Editora Licorne.
Enquanto aguardamos pelo sexto número, aproveitamos para reler estas cinco edições que o antecedem.

De copas, de paus, de diamantes ou de espadas, um “ás” é um substantivo!

Toda a gente tem um ódio de estimação. Uns reconhecem-no outros não. Aqui na Oficina há um pequeno ódio de estimação que decidimos combater quase como uma cruzada. Vocês até já devem saber qual é…

De copas, de paus, de diamantes ou de espadas, um ás é um substantivo! Se não quiserem o exemplo das cartas, pode ser do futebol ou do volante, mas por favor, antes que este erro se fossilize ainda mais, lembrem-se que o uso dos acentos agudo e grave faz toda a diferença! Com o acento agudo temos um nome comum, que nos remete para algo ou alguém com qualidades excepcionais, porém, se lhe colocamos um acento grave (o que é mais comum e usual na língua portuguesa) temos uma contração da preposição “a” com o artigo definido feminino plural “as”.

É preciso saber, mas para corrigir este erro é preciso querer!

“Lo digo para ver” – Sophia de Mello Breyner (Galaxia Gutemberg, 2019)

“Lo digo para ver” é o título de uma antologia de Sophia de Mello Breyner com poemas selecionados e traduzidos pelo saudoso Ángel Campos Pámpano. Com um belíssimo prefácio de Álvaro Valverde, eis uma oportunidade de introduzir o leitor hispano-falante no universo poético de Sophia que, se ainda estivesse entre nós, celebraria o seu centenário. Uma edição digna de nota sob a chancela de “Galaxia Gutemberb”.

“À” e “Há” (e o equilíbrio entre o digital e o analógico…)

Em português é frequente encontrarmos erros no uso de “à” e “há”. Sabemos que num caso estamos perante uma contração entre uma preposição e um artigo e, no outro, estamos perante o presente do verbo haver. No entanto, aproveitamos esta menção gramatical para nos posicionarmos numa posição de equilibrio entre técnicas de estudo. Não podemos esquecer as “velhinhas” ferramentas didáticas tão úteis em qualquer processo de ensino/aprendizagem. Como tal, propomos uns “hashtags” que lembram a importância dos esquemas, da caligrafia e de um uso equilibrado entre o mundo digital e o mundo analógico.

#vivaesquemas #vivacaligrafia #equilíbrioanalógicoedigital

“À” e “Há” (e o equilíbrio entre o digital e o analógico…)

“Morrer na praia” – Expressão idiomática

A “Oficina da Língua Portuguesa” não “nadou” tanto para “morrer na praia”. O mais difícil já se conseguiu, isto é, criar este projeto e pô-lo a “andar”. E para recordar isso, recorremos ao excelente trabalho de Sofia Rente e de Luís Prina no livro “Expressões Idiomáticas Ilustradas” publicado pela Lidel em 2013. Eis um recurso a ter em conta para a divulgação da língua de Camões!

Sofia Rente (ilustrações Luís Rente), “Expressões Idiomáticas Ilustradas”, Lisboa, Lidel, 2013, p.89.

 

Edição bilingue de “A Semente na Neve” de Ángel Campos Pámpano apresentada no MEIAC de Badajoz

No próximo dia 19 de fevereiro, às 18h, apresentar-se-á no MEIAC de Badajoz, numa cerimónia de homenagem ao décimo aniversário da morte do poeta “sanvicenteño”, a edição bilingue de “La semilla en la nieve” de Ángel Campos Pámpano.

A presente edição conta com uma tradução do colaborador da “Oficina” Luis Leal e com a revisão de outro colaborar deste projeto, Pedro L. Cuadrado.

Com o selo editorial da “Editora Regional de Extremadura”, esta é uma das obras de referência de Ángel Campos Pámpano, contando nesta edição bilingue com um prólogo da autoria de Nuno Júdice.

“La semilla en la nieve/A semente na neve” – Ángel Campos (trad. Luis Leal)

Apresentação de Antonio Sáez Delgado na Aula de Poesía Díez-Canedo

Antonio Sáez Delgado é um dos mais importantes divulgadores da língua e da cultura portuguesa no espaço da “hispanidade” (e não só). Para além das suas facetas como académico e tradutor literário, Antonio é um reconhecido poeta com largos anos de versos às costas entre Portugal e Espanha. Amanhã, na Aula de Poesia Díez-Canedo de Badajoz, poderemos, na primeira pessoa, ouvi-lo a ler-nos e a falar-nos sobre a sua faceta lírica como poucos podem e conseguem!

A não perder!