Os poemas de Moita Macedo traduzidos para espanhol

“Moita Macedo” por Hugo Beja

Encuadrado dentro de las tendencias informalistas que eran hegemónicas a mediados de los años 70, el trabajo de Moita Macedo tuvo como referentes, entre otros, a Almada Negreiros y a Arturo Bual. Igual que su obra como pintor, su poesía son auténticos cuadros escritos en versos.

“Pintei versos, escrevi quadros.” – Moita Macedo

Descarregue grátis: “Moita Macedo – Poemas traducidos al español”

“O Labirinto da Saudade” – Uma viagem única pela mente de um dos mais brilhantes intelectuais de sempre da língua portuguesa

Tentar “dissecar” saudade sem entrar na mente brilhante de Eduardo Lourenço é, simplesmente, impossível… Obrigatório este “O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves.

Sinopse:

Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”) adapta ao cinema uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa – “O Labirinto da Saudade” de Eduardo Lourenço – numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma “nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa. Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal.

A fertilidade da língua portuguesa e dos campos do Mondego (excerto de “Encontros Marcados” de Gonçalo Cadilhe)

O escritor viajante, Gonçalo Cadilhe, explica melhor como sente a língua portuguesa e o rio que corre no fundo da sua rua, o Mondego:
“A ideia de Pessoa, o português como elemento definidor de pátria, que tantas vezes me iria emocionar na vida que eu levaria no futuro – em Goa, em Malaca, no Brasil, em África, até em resquícios de palavras nas Molucas -, tinha uma coluna vertebral: esse rio Mondego desde sempre habitado pela poesia e prosa que fixaram a língua, que a construíram. Era um monumento à ideia de nacionalidade que era não de mármore nem de granito, que não era civil nem religioso, não era gótico nem Estado Novo, não tinha conotações de qualquer tipo. Era um monumento líquido, claro e transparente, intemporal, vivo, cantante. O rio a que os romanos chamavam Munda, “puro”, o rio que corre no fundo da minha rua, oferece a Portugal o centro da língua portuguesa e, ao dividi-la e espalhá-la pelo mundo, define-a como um só território. O todo acontece porque existem as partes.” – Gonçalo Cadilhe, in “Encontros Marcados”, p.145

A “Oficina da Língua Portuguesa” em Coria (21 e 22 de Abril de 2017)

O melhor que este projecto da “Oficina da Língua Portuguesa” tem é a possibilidade de conhecer pessoas fantásticas! E assim foi, mais uma vez, em Coria no passado fim-de-semana, 21 e 22 de Abril! Apesar de termos tido a possibilidade de rever alguns velhos amigos, pudemos divulgar a língua e a cultura portuguesa (neste caso foi apenas relativo à história, geografia e cultura de Portugal) a novos amigos!

Neste curso o denominador comum não foi somente a língua portuguesa, foi também o seu paladar! E, graças à confiança do CPR de Coria, pudemos viajar juntos pela gastronomia de Portugal, fazer as nossas paragens, saborear alguns petiscos, provar o vinho e adoçar a boca com doces confeccionados pelos participantes.

Da nossa parte, só nos resta agradecer ao CPR de Coria acreditar na qualidade do nosso trabalho e a todos os participantes que, com alegria e dedicação, deram um sabor português a estes dois dias! Um brinde a vós!

Até breve amigos!

(Texto escrito com a grafia prévia ao AO)

1ª Foto de Grupo CPR de Coria 21, 22/IV/2017

2ª Foto de Grupo CPR de Coria 21, 22/IV/2017

Mais fotos na Galeria da nossa página (dá uma espreitadela!)

Desafio de Escrita 77 Palavras da escritora Margarida Fonseca Santos (e do Matteo com o seu belo erro “petaloso”)

Margarida Fonseca Santos

Matteo

No âmbito do curso “Criatividade em Língua Portuguesa” (organizado pelo CPR de Brozas e dinamizado pela Oficina da Língua Portuguesa na localidade “extremeña” de Valencia de Alcántara), respondemos ao desafio de escrita, em 77 palavras, da Margarida Fonseca Santos. Graças ao desafio da escritora e à inspiração de Matteo, o menino que pôs no dicionário de italiano o que a sua professora considerou um “errore bello”, alguns dos participantes deste curso criaram estes belos textos. Eis os belos textos do Rufo, da Ana e da Cristina:

Ele tinha uma flor petalosa nas mãos, mas com apenas um espinho. Ela olhava para onde a terra e o céu oferecem refúgio aos sonhos. Dir-se-ia que esta é uma vulgar história do amor: uma rapariga e um moço estarem a desfolhar os dias do seu tempo.

Soprou o vento com força, a flor voou e no peito dela cravou-se. Ela sangrou.

Na ferida nasceu uma flor com uma só pétala e o caule cheio de espinhos.

“Errore Bello”

Rufino López Retortillo

Era o tempo das rosas
era a história do tempo
era um momento breve
em que os dias contavam as horas
e as horas contavam o tempo

Qualquer coisa bastava dizer
para aquelas rosas sem espinhos
nascerem e aprenderem que
aquelas vidas tão simples
não poderiam nunca viver tranquilas
numa terra sem segundos
numa terra sem refúgio

Aquele não era um momento petaloso
procurado por almas tranquilas
por almas sem pressa
sem pressa para desfolhar o tempo

Ana Isabel Folleco Caballero

Passei horas a fio naquela história. O tempo parecia ter-se detido, os dias eram intermináveis, era como desfolhar uma flor infinitamente petalosa. Enterrei os mais tristes sentimentos no fundo do meu coração, como se de um refúgio secreto se tratasse. Só comigo ficariam e junto a mim levá-los-ia para debaixo da terra.

A dor é como o espinho na rosa, daninho mas interminável, cresce e é igual às belas pétalas, mas o seu papel é outro: “Magoar”. 

Cristina Lourenço

Muito obrigado a todos os participantes e ao CPR de Brozas, por confiar no nosso trabalho de divulgação da língua e cultura em língua portuguesa. 

Luis Leal, colaborador da OLP, celebra o “Dia Mundial da Poesia” com a Biblioteca Pública de Elvas

Luis Leal, colaborador do nosso projeto, celebrou o “Dia Mundial da Poesia” com uma instituição de enorme importância cultural na “rai(y)a”, a Biblioteca Pública de Elvas.

Citando o nosso colaborador, «Ali tenho duas coisas que me fascinam. Um espólio riquíssimo de serviço público e uma sala, como a “Públia Hortência” (à qual dedico este “Despojos de Alexandria”), que me fazem dar razão a Borges: “Siempre imaginé que el Paraíso sería algún tipo de biblioteca.”. »

Fazemos das suas palavras as nossas palavras e partilhamos convosco este recurso publicado pela Biblioteca Pública de Elvas.

“Despojos de Alexandria” – Luis Leal