Revista “Devir” (Editora Licorne)

A Oficina pode, de vez em quando, estar desarrumada, porém nunca perde os cantos à casa. Sabemos muito bem a estante especial onde guardamos os cinco números da “Devir – Revista Ibero-Americana de Cultura”, essa revista de excelência dirigida por Ruy Ventura e Nuno Matos Duarte, publicada pela Editora Licorne.
Enquanto aguardamos pelo sexto número, aproveitamos para reler estas cinco edições que o antecedem.

“Lo digo para ver” – Sophia de Mello Breyner (Galaxia Gutemberg, 2019)

“Lo digo para ver” é o título de uma antologia de Sophia de Mello Breyner com poemas selecionados e traduzidos pelo saudoso Ángel Campos Pámpano. Com um belíssimo prefácio de Álvaro Valverde, eis uma oportunidade de introduzir o leitor hispano-falante no universo poético de Sophia que, se ainda estivesse entre nós, celebraria o seu centenário. Uma edição digna de nota sob a chancela de “Galaxia Gutemberb”.

“Morrer na praia” – Expressão idiomática

A “Oficina da Língua Portuguesa” não “nadou” tanto para “morrer na praia”. O mais difícil já se conseguiu, isto é, criar este projeto e pô-lo a “andar”. E para recordar isso, recorremos ao excelente trabalho de Sofia Rente e de Luís Prina no livro “Expressões Idiomáticas Ilustradas” publicado pela Lidel em 2013. Eis um recurso a ter em conta para a divulgação da língua de Camões!

Sofia Rente (ilustrações Luís Rente), “Expressões Idiomáticas Ilustradas”, Lisboa, Lidel, 2013, p.89.

 

Os poemas de Moita Macedo traduzidos para espanhol

“Moita Macedo” por Hugo Beja

Encuadrado dentro de las tendencias informalistas que eran hegemónicas a mediados de los años 70, el trabajo de Moita Macedo tuvo como referentes, entre otros, a Almada Negreiros y a Arturo Bual. Igual que su obra como pintor, su poesía son auténticos cuadros escritos en versos.

“Pintei versos, escrevi quadros.” – Moita Macedo

Descarregue grátis: “Moita Macedo – Poemas traducidos al español”

“O Labirinto da Saudade” – Uma viagem única pela mente de um dos mais brilhantes intelectuais de sempre da língua portuguesa

Tentar “dissecar” saudade sem entrar na mente brilhante de Eduardo Lourenço é, simplesmente, impossível… Obrigatório este “O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves.

Sinopse:

Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”) adapta ao cinema uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa – “O Labirinto da Saudade” de Eduardo Lourenço – numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma “nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa. Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal.

A fertilidade da língua portuguesa e dos campos do Mondego (excerto de “Encontros Marcados” de Gonçalo Cadilhe)

O escritor viajante, Gonçalo Cadilhe, explica melhor como sente a língua portuguesa e o rio que corre no fundo da sua rua, o Mondego:
“A ideia de Pessoa, o português como elemento definidor de pátria, que tantas vezes me iria emocionar na vida que eu levaria no futuro – em Goa, em Malaca, no Brasil, em África, até em resquícios de palavras nas Molucas -, tinha uma coluna vertebral: esse rio Mondego desde sempre habitado pela poesia e prosa que fixaram a língua, que a construíram. Era um monumento à ideia de nacionalidade que era não de mármore nem de granito, que não era civil nem religioso, não era gótico nem Estado Novo, não tinha conotações de qualquer tipo. Era um monumento líquido, claro e transparente, intemporal, vivo, cantante. O rio a que os romanos chamavam Munda, “puro”, o rio que corre no fundo da minha rua, oferece a Portugal o centro da língua portuguesa e, ao dividi-la e espalhá-la pelo mundo, define-a como um só território. O todo acontece porque existem as partes.” – Gonçalo Cadilhe, in “Encontros Marcados”, p.145

A “Oficina da Língua Portuguesa” em Coria (21 e 22 de Abril de 2017)

O melhor que este projecto da “Oficina da Língua Portuguesa” tem é a possibilidade de conhecer pessoas fantásticas! E assim foi, mais uma vez, em Coria no passado fim-de-semana, 21 e 22 de Abril! Apesar de termos tido a possibilidade de rever alguns velhos amigos, pudemos divulgar a língua e a cultura portuguesa (neste caso foi apenas relativo à história, geografia e cultura de Portugal) a novos amigos!

Neste curso o denominador comum não foi somente a língua portuguesa, foi também o seu paladar! E, graças à confiança do CPR de Coria, pudemos viajar juntos pela gastronomia de Portugal, fazer as nossas paragens, saborear alguns petiscos, provar o vinho e adoçar a boca com doces confeccionados pelos participantes.

Da nossa parte, só nos resta agradecer ao CPR de Coria acreditar na qualidade do nosso trabalho e a todos os participantes que, com alegria e dedicação, deram um sabor português a estes dois dias! Um brinde a vós!

Até breve amigos!

(Texto escrito com a grafia prévia ao AO)

1ª Foto de Grupo CPR de Coria 21, 22/IV/2017

2ª Foto de Grupo CPR de Coria 21, 22/IV/2017

Mais fotos na Galeria da nossa página (dá uma espreitadela!)