Revista “Devir” (Editora Licorne)

A Oficina pode, de vez em quando, estar desarrumada, porém nunca perde os cantos à casa. Sabemos muito bem a estante especial onde guardamos os cinco números da “Devir – Revista Ibero-Americana de Cultura”, essa revista de excelência dirigida por Ruy Ventura e Nuno Matos Duarte, publicada pela Editora Licorne.
Enquanto aguardamos pelo sexto número, aproveitamos para reler estas cinco edições que o antecedem.

“O Labirinto da Saudade” – Uma viagem única pela mente de um dos mais brilhantes intelectuais de sempre da língua portuguesa

Tentar “dissecar” saudade sem entrar na mente brilhante de Eduardo Lourenço é, simplesmente, impossível… Obrigatório este “O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves.

Sinopse:

Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”) adapta ao cinema uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa – “O Labirinto da Saudade” de Eduardo Lourenço – numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma “nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa. Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal.

“Oficina da Língua Portuguesa” apresenta o seu projeto editorial em espanhol e galego

No passado sábado, dia 18 de março, apresentou-se na Biblioteca Pública Bartolomé J. Gallardo de Badajoz, os livros “Habitar” e “Égloga Perdida” de José Antonio Santiago e José Luis Calvo, respectivamente. Ambos títulos inserem-se na coleção “Elsa Lopes” do nosso projeto editorial e de divulgação cultural.

Apesar de serem dois títulos em línguas irmãs do português (espanhol e galego), os responsáveis e colaboradores do projeto “Oficina da Língua Portuguesa”, aproveitaram o evento para anunciarem a vontade de iniciar o projeto editorial afim à “Oficina” mas independente a nível linguístico e de conteúdos.

Graças a Pessoa sabemos bem que “vale a pena”, pois acreditamos que a “nossa alma não é pequena”!

O nosso bem-haja a todos os assistentes e amigos que nos ajudam a acreditar neste empreendimento que nasceu como “Oficina da Língua Portuguesa”, mas que, pouco a pouco, quer assumir um papel de divulgação cultural de âmbito ibero-americano.

Apresentação de “Égloga Perdida” e “Habitar” na “Biblioteca Pública del Estado Bartolomé J. Gallardo”

Como já é do conhecimento dos seguidores da “Oficina da Língua Portuguesa”, contamos com um projeto paralelo de publicações e dinamização cultural não exclusivo da língua portuguesa (em breve com nome próprio!). Por isso mesmo, é para nós um prazer convidar-vos a assistir à apresentação, no dia 18 de março, às 12h (fuso horário espanhol), dos livros “Égloga Perdida” de J. Luis Calvo e “Habitar” de José Antonio Santiago.

Também para nós é um orgulho poder apoiar projetos no âmbito do ensaio filosófico, como é o caso da obra “Habitar” do filósofo e ensaísta José Antonio Santiago, editada em espanhol, ou o livro de poesia “Égloga Perdida”, escrito nessa outra língua irmã, desde o mais antigo berço, que é o galego, na mais recente obra poética publicada por o reconhecido poeta J. Luis Calvo.

O ato trilingue (português, galego e espanhol) será apresentado por Luis Leal.

Apresentação Trilingue

Publicação de “Habitar” de José Antonio Santiago

EPSON MFP image

“Habitar” – José Antonio Santiago

A “Oficina da Língua Portuguesa” orgulha-se de colaborar na divulgação e publicação editorial de diversos géneros e sem exclusividade linguística. É o caso deste Habitar de José Antonio Santiago (filósofo, poeta e tradutor), um ensaio sobre arte poética, e não só, ao qual a lírica portuguesa não se encontra alheia. Leia-se a seguinte sinopse:

Os dois textos que compõem este volume encontram-se presididos por uma ideia comum. A imprescindível necessidade humana de “territorializar” e “habitualizar” toda a sua existência. Desde a própria linguagem (“Poetizar ou a necessária superstição da linguagem”), até à sua mais própria “quotidianidade”(“Casar a casa”), o humano encontra-se marcado biológica e biograficamente pela sinalização espacial e temporal. Estar marcado significa também – por isso mesmo – que em toda cultura e situação histórica, o ser humano precisa de selar o seu espaço e o seu tempo: vestígios, ciclos, palavras ou datas são os limites adaptativos e de sentido desde o qual todo habitar humano pode, dessa forma, projetar-se ou restituir a sua própria condição.