Edição bilingue de “A Semente na Neve” de Ángel Campos Pámpano apresentada no MEIAC de Badajoz

No próximo dia 19 de fevereiro, às 18h, apresentar-se-á no MEIAC de Badajoz, numa cerimónia de homenagem ao décimo aniversário da morte do poeta “sanvicenteño”, a edição bilingue de “La semilla en la nieve” de Ángel Campos Pámpano.

A presente edição conta com uma tradução do colaborador da “Oficina” Luis Leal e com a revisão de outro colaborar deste projeto, Pedro L. Cuadrado.

Com o selo editorial da “Editora Regional de Extremadura”, esta é uma das obras de referência de Ángel Campos Pámpano, contando nesta edição bilingue com um prólogo da autoria de Nuno Júdice.

“La semilla en la nieve/A semente na neve” – Ángel Campos (trad. Luis Leal)

Apresentação de Antonio Sáez Delgado na Aula de Poesía Díez-Canedo

Antonio Sáez Delgado é um dos mais importantes divulgadores da língua e da cultura portuguesa no espaço da “hispanidade” (e não só). Para além das suas facetas como académico e tradutor literário, Antonio é um reconhecido poeta com largos anos de versos às costas entre Portugal e Espanha. Amanhã, na Aula de Poesia Díez-Canedo de Badajoz, poderemos, na primeira pessoa, ouvi-lo a ler-nos e a falar-nos sobre a sua faceta lírica como poucos podem e conseguem!

A não perder!

Divulgação em espanhol: Presentación de “pedal(e)ar” de Luis Leal ( 12 de junio, MEIAC de Badajoz)

Divulgação em espanhol:

Luis Leal, cronista, poeta y dinamizador cultural eborense radicado en España, presenta su nuevo libro de poesía bilingüe pedal(e)ar el día 12 de junio, a las 20:30, en el MEIAC de Badajoz. El acto, incluido en las celebraciones del Día de Portugal, contará con la presentación del profesor, escritor y traductor Antonio Sáez Delgado.

Previamente, a las 20:00, se inaugurará en el MEIAC la exposición de grabados de la reconocida pintora portuguesa Vieira da Silva, inspirados en poemas del poeta francés René Char, en cuya traducción Luis Leal ha colaborado.

Presentación de “pedal(e)ar” de Luis Leal (12 de junio, MEIAC)

Os poemas de Moita Macedo traduzidos para espanhol

“Moita Macedo” por Hugo Beja

Encuadrado dentro de las tendencias informalistas que eran hegemónicas a mediados de los años 70, el trabajo de Moita Macedo tuvo como referentes, entre otros, a Almada Negreiros y a Arturo Bual. Igual que su obra como pintor, su poesía son auténticos cuadros escritos en versos.

“Pintei versos, escrevi quadros.” – Moita Macedo

Descarregue grátis: “Moita Macedo – Poemas traducidos al español”

“Tão perto e tão longe” (entrevista à professora Concha López Jambrina)

Uma grande amiga da “Oficina”, divulga a língua e cultura da lusofonia na comunidade autónoma espanhola de Castela e Leão com toda a elegância e dinamismo que a caracterizam. Eis uma excelente entrevista a Concha López Jambrina.

Concha López Jambrina – Professora de Português

Os alunos de português duplicam na comunidade autónoma da Extremadura

Calhou ao nosso Adolfo Rodríguez Fernández, colaborador da “Oficina”, falar sobre o assunto, mas o mérito deste aumento deve-se a todos os que, todos os dias, divulgam e promovem a língua portuguesa na Extremadura… há já várias gerações! Parabéns a todos! A “Oficina” cá está para apoiar!

Os alunos de português duplicam na região

“El hilo del abalorio” de Mia Couto (“Le Tour 1987”)

O jovem livreiro e editor Mario Quintana (sim, homónimo do grande, e saudoso, poeta brasileiro!) prenda o leitor em espanhol com a publicação desta tradução de 29 contos unidos por um fio. Da autoria do escritor moçambicano Mia Couto, sem dúvida um dos autores mais aclamados de língua portuguesa, galardoado com o Prémio Camões, esta compilação de contos é o regresso ao seu género de eleição, o conto, unindo desta maneira uma bela cadeia de histórias a meias entre um mundo sórdido e absurdo.

Podemos encontrar este “El hilo del abalorio” na elegante coleção “Champs-Élysés” da editorial “Le Tour 1987”, traduzido para espanhol por Ángel Manuel Gómez Espada. A não perder!

“El hilo del abalorio” – Mia Couto

Apresentação “De nómadas e guerreiros” de Elías Moro

A casa do nómada é o movimento, como a do guerreiro é a fragilidade da paz. A morada de Elías Moro é a poesía e a sua generosidade convidou o nosso colaborador, Luis Leal, a visitá-lo na próxima quinta-feira, para apresentar o seu novo livro “De nómadas y guerreros”. Será uma honra acompanhá-lo… Estão todos convidados!

Aqui vos deixamos uma tradução de um dos poemas do livro:

ORAÇÃO DOS CONDENADOS – Elías Moro

Sempre estamos perante ti,
sempre estamos sobre ti…

Protege-nos, Céu e Terra,
da morte que nos ronda.

in «De nómadas y guerreros», p.31

(Trad. Luis Leal)

De nómadas y guerreros

Desafio de Escrita 77 Palavras da escritora Margarida Fonseca Santos (e do Matteo com o seu belo erro “petaloso”)

Margarida Fonseca Santos

Matteo

No âmbito do curso “Criatividade em Língua Portuguesa” (organizado pelo CPR de Brozas e dinamizado pela Oficina da Língua Portuguesa na localidade “extremeña” de Valencia de Alcántara), respondemos ao desafio de escrita, em 77 palavras, da Margarida Fonseca Santos. Graças ao desafio da escritora e à inspiração de Matteo, o menino que pôs no dicionário de italiano o que a sua professora considerou um “errore bello”, alguns dos participantes deste curso criaram estes belos textos. Eis os belos textos do Rufo, da Ana e da Cristina:

Ele tinha uma flor petalosa nas mãos, mas com apenas um espinho. Ela olhava para onde a terra e o céu oferecem refúgio aos sonhos. Dir-se-ia que esta é uma vulgar história do amor: uma rapariga e um moço estarem a desfolhar os dias do seu tempo.

Soprou o vento com força, a flor voou e no peito dela cravou-se. Ela sangrou.

Na ferida nasceu uma flor com uma só pétala e o caule cheio de espinhos.

“Errore Bello”

Rufino López Retortillo

Era o tempo das rosas
era a história do tempo
era um momento breve
em que os dias contavam as horas
e as horas contavam o tempo

Qualquer coisa bastava dizer
para aquelas rosas sem espinhos
nascerem e aprenderem que
aquelas vidas tão simples
não poderiam nunca viver tranquilas
numa terra sem segundos
numa terra sem refúgio

Aquele não era um momento petaloso
procurado por almas tranquilas
por almas sem pressa
sem pressa para desfolhar o tempo

Ana Isabel Folleco Caballero

Passei horas a fio naquela história. O tempo parecia ter-se detido, os dias eram intermináveis, era como desfolhar uma flor infinitamente petalosa. Enterrei os mais tristes sentimentos no fundo do meu coração, como se de um refúgio secreto se tratasse. Só comigo ficariam e junto a mim levá-los-ia para debaixo da terra.

A dor é como o espinho na rosa, daninho mas interminável, cresce e é igual às belas pétalas, mas o seu papel é outro: “Magoar”. 

Cristina Lourenço

Muito obrigado a todos os participantes e ao CPR de Brozas, por confiar no nosso trabalho de divulgação da língua e cultura em língua portuguesa.