“O Labirinto da Saudade” – Uma viagem única pela mente de um dos mais brilhantes intelectuais de sempre da língua portuguesa

Tentar “dissecar” saudade sem entrar na mente brilhante de Eduardo Lourenço é, simplesmente, impossível… Obrigatório este “O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves.

Sinopse:

Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”) adapta ao cinema uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa – “O Labirinto da Saudade” de Eduardo Lourenço – numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma “nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa. Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal.

Os alunos de português duplicam na comunidade autónoma da Extremadura

Calhou ao nosso Adolfo Rodríguez Fernández, colaborador da “Oficina”, falar sobre o assunto, mas o mérito deste aumento deve-se a todos os que, todos os dias, divulgam e promovem a língua portuguesa na Extremadura… há já várias gerações! Parabéns a todos! A “Oficina” cá está para apoiar!

Os alunos de português duplicam na região

14º Terras sem Sombra, Festival do Baixo Alentejo (Elvas, 19 e 20 de Maio)

José António Falcão, historiador de arte e diretor-geral do “Festival Terras sem Sombra”, a sua equipa e todos os parceiros desta iniciativa, prendam o entorno raiano da cidade de Elvas com este belíssimo programa. 19 e 20 de maio. A não perder!

A fertilidade da língua portuguesa e dos campos do Mondego (excerto de “Encontros Marcados” de Gonçalo Cadilhe)

O escritor viajante, Gonçalo Cadilhe, explica melhor como sente a língua portuguesa e o rio que corre no fundo da sua rua, o Mondego:
“A ideia de Pessoa, o português como elemento definidor de pátria, que tantas vezes me iria emocionar na vida que eu levaria no futuro – em Goa, em Malaca, no Brasil, em África, até em resquícios de palavras nas Molucas -, tinha uma coluna vertebral: esse rio Mondego desde sempre habitado pela poesia e prosa que fixaram a língua, que a construíram. Era um monumento à ideia de nacionalidade que era não de mármore nem de granito, que não era civil nem religioso, não era gótico nem Estado Novo, não tinha conotações de qualquer tipo. Era um monumento líquido, claro e transparente, intemporal, vivo, cantante. O rio a que os romanos chamavam Munda, “puro”, o rio que corre no fundo da minha rua, oferece a Portugal o centro da língua portuguesa e, ao dividi-la e espalhá-la pelo mundo, define-a como um só território. O todo acontece porque existem as partes.” – Gonçalo Cadilhe, in “Encontros Marcados”, p.145