Revista “Devir” (Editora Licorne)

A Oficina pode, de vez em quando, estar desarrumada, porém nunca perde os cantos à casa. Sabemos muito bem a estante especial onde guardamos os cinco números da “Devir – Revista Ibero-Americana de Cultura”, essa revista de excelência dirigida por Ruy Ventura e Nuno Matos Duarte, publicada pela Editora Licorne.
Enquanto aguardamos pelo sexto número, aproveitamos para reler estas cinco edições que o antecedem.

“Lo digo para ver” – Sophia de Mello Breyner (Galaxia Gutemberg, 2019)

“Lo digo para ver” é o título de uma antologia de Sophia de Mello Breyner com poemas selecionados e traduzidos pelo saudoso Ángel Campos Pámpano. Com um belíssimo prefácio de Álvaro Valverde, eis uma oportunidade de introduzir o leitor hispano-falante no universo poético de Sophia que, se ainda estivesse entre nós, celebraria o seu centenário. Uma edição digna de nota sob a chancela de “Galaxia Gutemberb”.

“À” e “Há” (e o equilíbrio entre o digital e o analógico…)

Em português é frequente encontrarmos erros no uso de “à” e “há”. Sabemos que num caso estamos perante uma contração entre uma preposição e um artigo e, no outro, estamos perante o presente do verbo haver. No entanto, aproveitamos esta menção gramatical para nos posicionarmos numa posição de equilibrio entre técnicas de estudo. Não podemos esquecer as “velhinhas” ferramentas didáticas tão úteis em qualquer processo de ensino/aprendizagem. Como tal, propomos uns “hashtags” que lembram a importância dos esquemas, da caligrafia e de um uso equilibrado entre o mundo digital e o mundo analógico.

#vivaesquemas #vivacaligrafia #equilíbrioanalógicoedigital

“À” e “Há” (e o equilíbrio entre o digital e o analógico…)

“Morrer na praia” – Expressão idiomática

A “Oficina da Língua Portuguesa” não “nadou” tanto para “morrer na praia”. O mais difícil já se conseguiu, isto é, criar este projeto e pô-lo a “andar”. E para recordar isso, recorremos ao excelente trabalho de Sofia Rente e de Luís Prina no livro “Expressões Idiomáticas Ilustradas” publicado pela Lidel em 2013. Eis um recurso a ter em conta para a divulgação da língua de Camões!

Sofia Rente (ilustrações Luís Rente), “Expressões Idiomáticas Ilustradas”, Lisboa, Lidel, 2013, p.89.

 

“O Labirinto da Saudade” – Uma viagem única pela mente de um dos mais brilhantes intelectuais de sempre da língua portuguesa

Tentar “dissecar” saudade sem entrar na mente brilhante de Eduardo Lourenço é, simplesmente, impossível… Obrigatório este “O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves.

Sinopse:

Miguel Gonçalves Mendes (“José e Pilar”) adapta ao cinema uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa – “O Labirinto da Saudade” de Eduardo Lourenço – numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma “nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa. Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal.

Os alunos de português duplicam na comunidade autónoma da Extremadura

Calhou ao nosso Adolfo Rodríguez Fernández, colaborador da “Oficina”, falar sobre o assunto, mas o mérito deste aumento deve-se a todos os que, todos os dias, divulgam e promovem a língua portuguesa na Extremadura… há já várias gerações! Parabéns a todos! A “Oficina” cá está para apoiar!

Os alunos de português duplicam na região